Algumas pessoas sentiram o chamado para estar juntas, curar e rezar por suas relações. O Universo conspirou e levou os que representariam os mais próximos das nossas relações, para o nosso exercício de compreensão e amor.
O masculino prepara a lenha e fogo sagrado, o feminino arruma o altar, cheiro de sopa na cozinha e pouco a pouco todos vão chegando.
A coragem de apesar do frio, sair de casa e estar lá no lugar mais gelado da região para derreter qualquer parte fria de nossos corações e assim amar mais, ou melhor deixar o amor fluir em nós.
O amor pairou no ar, a harmonia exalou seu perfume ... Com as bençãos do pai e mãe Divino, em paz, esperamos.
A Rainha veio de mansinho, dando colo, alegria e algumas lágrimas, lavando tudo, derretendo barreiras.
Olhos nos olhos, no divino que habita em cada um ..."Vai florescer o ser Divino que está dentro de você", assim rezamos, assim mergulhamos bem fundo dentro de nós, através do outro.
Como filhos das estrelas que somos, fomos contempla las, em círculo dançamos e cantamos, saudamos o Grande Espírito e Mãe Terra abrindo o portal da tribo estelar, para levar alguns de nós para conhecer suas origens, para renascer e acoplar em seu propósito.
Todos para perto do fogo, agora a noite é do grande pássaro rezador, canções e mais canções, tambores, alegria, unidade com tudo que é, com tudo que somos.
Abraços, carinhos, amando e curando as relações e no outro dia, a gélida manhã de uma nova vida.
Em gratidão
Asha.
Campo Alegre 11 e 12 de Junho.
Mensagens da Mãe Divina
segunda-feira, 13 de junho de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
Festa Voo da Águia
Há uma semana fomos celebrar um aniversário e fazer uma jornada interior, esses momentos de largar tudo para encontrar a si mesmo, na companhia de doces, engraçados e doidos amigos.
Banho de cachoeira pelo caminho, uma noite em uma casa aconchegante, pinhão, friozinho da serra, cama quentinha, o outro dia em viajem, conversas, canções, carinhos ...
Chegando no destino, a alegria de estar com pessoas que comungam do mesmo propósito, um tempo para "chegar", sentir a energia, cumprimentar os amigos e estar presente.
Logo vejo uma irmã de alma, e a vontade é de não largar mais, fomos rezar com o cachimbo, falar sobre nossa Mãe Terra e suas bençãos. Com isso um processo forte de iniciação, na força da Terra, da planta sagrada (tabaco) e o rezo.
Mãe Terra, veio iniciar um filho que volta para seu colo, lindo processo, de joelhos pude apenas, abençoar e agradecer.
Vejo um canarinho andando pelas árvores e junta se a nós para receber as bençãos de Pachamama, suas palavras doces, me enche de emoção e me faz honrar mais ainda o feminino em mim.
Ela abençoa seus olhos, sua voz, suas mãos e pés para olhar com amor, cantar pra curar, abençoar e caminhar dentro do propósito maior, respirando fundo e livre ele segue para cantar e encantar.
A festa segue cantos, danças e tambores, uma alegria imensa invade o coração, sinto meu ventre pulsar nas batidas do coração da Terra.
O cantador guia uma constelação para desatar os "nós" do nosso país e dentro de cada um, no macro e no micro tudo é um, horas de agonia, de tensão, de esperança e de persistência ... " Se nos colocamos nessas situações, é nos mesmos que vamos sair". Assim foi, rogando pela intercessão Divina.
A harmonia se estabelece, o sopinha quentinha e logo fomos receber uma benção linda, a Deeksha.
A cerimônia inicia com o discurso de sempre, colocando o ordem, protegendo e abrindo o caminho de flores para Mãe Divina chegar e guiar.
Porta do ar e a voz e presença de um ancião, que tem as estrelas no olhar e a alegria no viver. Inicia a consagração das medicinas ... Porta da Terra e minhas mãos pegam fogo, a energia querendo ser oferecida, as mãos se impõem e se derramam ...
" Pra rezar e agradecer o dom da vida, para sempre Pachamama ..."
Mais uma vez a benção da Unidade se faz presente, e doamos Deeksha, ao som do Moola Mantra, na condução de um casal, com pés aqui e coração na Índia.
Inefável momento não há como descrever, meu corpo tremia dos pés a cabeça e ela venho forte, banhando a todos com luz dourada.
Porta do fogo, agora a festa é lá fora em volta da fogueira, como fazíamos a tanto tempo atrás, como nossos ancestrais celebravam a vida e rezavam com sua alegria.
Todo mundo entrou "serpenteando", do sono despertei, porta da Água, sempre a mais forte para mim, hora de chorar, a emoção toma conta, a canção embala as lágrimas, chorando por quem não chora, chorando para lavar, chorando para purificar os corações de todos.
No lava pés, honro o masculino sagrado, vejo meu filho, meu pai, meus ancestrais e todos os homens, sendo purificado com ervas e flores, momento eterno de amor e entrega. Termino, ele me olha e pede para lavar o meu, com todo amor e cuidado, honrado o feminino em ação e não apenas em palavras.
Mais canções, mais bailado e muito amor, finaliza em um abraço coletivo.
Meio sem querer, seguimos, mas para nossa alegria e surpresa fomos acolhidos e um sitio, com lindo riacho, com cachorros amorosos, comidinha orgânica e novos amigos.
"Quero agradecer imensamente ao Max e a Dani pelo convite, ao feminino que trabalhou muito, sutilmente como sempre, ao irmão Ale por ser quem é, por todos os canarinhos, ao padrinho Leal, a toda equipe Voo da Águia e a cada ser presente.
Aos meus companheiros de viagem, ao amor, presente em, entre e por nós."
Em gratidão
Asha
abril de 2016
Logo vejo uma irmã de alma, e a vontade é de não largar mais, fomos rezar com o cachimbo, falar sobre nossa Mãe Terra e suas bençãos. Com isso um processo forte de iniciação, na força da Terra, da planta sagrada (tabaco) e o rezo.
Mãe Terra, veio iniciar um filho que volta para seu colo, lindo processo, de joelhos pude apenas, abençoar e agradecer.
Vejo um canarinho andando pelas árvores e junta se a nós para receber as bençãos de Pachamama, suas palavras doces, me enche de emoção e me faz honrar mais ainda o feminino em mim.
Ela abençoa seus olhos, sua voz, suas mãos e pés para olhar com amor, cantar pra curar, abençoar e caminhar dentro do propósito maior, respirando fundo e livre ele segue para cantar e encantar.
A festa segue cantos, danças e tambores, uma alegria imensa invade o coração, sinto meu ventre pulsar nas batidas do coração da Terra.
O cantador guia uma constelação para desatar os "nós" do nosso país e dentro de cada um, no macro e no micro tudo é um, horas de agonia, de tensão, de esperança e de persistência ... " Se nos colocamos nessas situações, é nos mesmos que vamos sair". Assim foi, rogando pela intercessão Divina.
A harmonia se estabelece, o sopinha quentinha e logo fomos receber uma benção linda, a Deeksha.
A cerimônia inicia com o discurso de sempre, colocando o ordem, protegendo e abrindo o caminho de flores para Mãe Divina chegar e guiar.
Porta do ar e a voz e presença de um ancião, que tem as estrelas no olhar e a alegria no viver. Inicia a consagração das medicinas ... Porta da Terra e minhas mãos pegam fogo, a energia querendo ser oferecida, as mãos se impõem e se derramam ...
" Pra rezar e agradecer o dom da vida, para sempre Pachamama ..."
Mais uma vez a benção da Unidade se faz presente, e doamos Deeksha, ao som do Moola Mantra, na condução de um casal, com pés aqui e coração na Índia.
Inefável momento não há como descrever, meu corpo tremia dos pés a cabeça e ela venho forte, banhando a todos com luz dourada.
Porta do fogo, agora a festa é lá fora em volta da fogueira, como fazíamos a tanto tempo atrás, como nossos ancestrais celebravam a vida e rezavam com sua alegria.
Todo mundo entrou "serpenteando", do sono despertei, porta da Água, sempre a mais forte para mim, hora de chorar, a emoção toma conta, a canção embala as lágrimas, chorando por quem não chora, chorando para lavar, chorando para purificar os corações de todos.
No lava pés, honro o masculino sagrado, vejo meu filho, meu pai, meus ancestrais e todos os homens, sendo purificado com ervas e flores, momento eterno de amor e entrega. Termino, ele me olha e pede para lavar o meu, com todo amor e cuidado, honrado o feminino em ação e não apenas em palavras.
Mais canções, mais bailado e muito amor, finaliza em um abraço coletivo.
Meio sem querer, seguimos, mas para nossa alegria e surpresa fomos acolhidos e um sitio, com lindo riacho, com cachorros amorosos, comidinha orgânica e novos amigos.
"Quero agradecer imensamente ao Max e a Dani pelo convite, ao feminino que trabalhou muito, sutilmente como sempre, ao irmão Ale por ser quem é, por todos os canarinhos, ao padrinho Leal, a toda equipe Voo da Águia e a cada ser presente.
Aos meus companheiros de viagem, ao amor, presente em, entre e por nós."
Em gratidão
Asha
abril de 2016
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Por todas as nossas relações
Nos entregamos quando nos sentimos seguro, a segurança vem do amparo da espiritalidade a da condução que quem sabe o que está fazendo, assim foi o presente de receber em casa um amado amigo e sua condução de um ritual com a Rainha da Floresta.
Não há quem não sinta um frio na barriga em estar diante de uma força tão poderosa, que é a sagrada Ayahuasca.
Segura, confiante, me permiti ser mais um pouco amada pelo Universo.
"Sentada, esperando a "força" chegar fiquei, aos poucos a sensação de sono, o corpo vai perdendo o sentido para ampliar a percepção. Mensagens amorosas e "ela" vem serpentando dentro de mim, vi meu animal toten de cura brincando como o dele, em uma dança cósmica de cura e amor.
Meu terceiro olho explode nas visões interiores, viajando em mil mundos e existências dentro e fora de mim.
Imagens, mensagens, informações em uma velocidade absurda e impossível de acompanhar, com a consciência ampliada pedi pela cura do masculino dentro de mim, e vi homens da minha vida, dessa e de outras, comecei a banha los com ervas e água cristalina, meu pai, meu filho, meu irmão, meu amado ...
Ele me olha e fala, essa música é pra ti ... "Filha das Ervas", chorei de felicidade e alegria e recebi a benção de lembrar que sou uma uma curandeira e que as plantas me acompanharam desde criança.
Depois uma Chamada forte, trazendo a cura de todos os corpos, na força de quem conduz e na guarnição do plano espiritual.
Momento de aprofundar o trabalho, mais um pouquinho de medicina, e a alegria transborda dentro do meu Ser.
A consciência de que não é necessário mais sofrer nessa existência, o resgate de uma vida plena de alegria, música e dança.
Dancei na força e na lembrança de estar em casa, em família e amigos, sorri, dancei, e chorei, apenas de felicidade."
Gratidão amado, por existir em minha vida, que a Natureza Divina continue a te abençoar em cada passo, canto e cura que fizer.
Amor em ti.
Asha
Não há quem não sinta um frio na barriga em estar diante de uma força tão poderosa, que é a sagrada Ayahuasca.
Segura, confiante, me permiti ser mais um pouco amada pelo Universo.
"Sentada, esperando a "força" chegar fiquei, aos poucos a sensação de sono, o corpo vai perdendo o sentido para ampliar a percepção. Mensagens amorosas e "ela" vem serpentando dentro de mim, vi meu animal toten de cura brincando como o dele, em uma dança cósmica de cura e amor.
Meu terceiro olho explode nas visões interiores, viajando em mil mundos e existências dentro e fora de mim.
Imagens, mensagens, informações em uma velocidade absurda e impossível de acompanhar, com a consciência ampliada pedi pela cura do masculino dentro de mim, e vi homens da minha vida, dessa e de outras, comecei a banha los com ervas e água cristalina, meu pai, meu filho, meu irmão, meu amado ...
Ele me olha e fala, essa música é pra ti ... "Filha das Ervas", chorei de felicidade e alegria e recebi a benção de lembrar que sou uma uma curandeira e que as plantas me acompanharam desde criança.
Depois uma Chamada forte, trazendo a cura de todos os corpos, na força de quem conduz e na guarnição do plano espiritual.
Momento de aprofundar o trabalho, mais um pouquinho de medicina, e a alegria transborda dentro do meu Ser.
A consciência de que não é necessário mais sofrer nessa existência, o resgate de uma vida plena de alegria, música e dança.
Dancei na força e na lembrança de estar em casa, em família e amigos, sorri, dancei, e chorei, apenas de felicidade."
Gratidão amado, por existir em minha vida, que a Natureza Divina continue a te abençoar em cada passo, canto e cura que fizer.
Amor em ti.
Asha
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Viver do que se vive - União dos Povos 2015
O chamado para este momento veio forte, o coração guiou, dia todo na atenção das crianças e chegar literalmente com todos os corpos.
A noite a magia acontecia, ouvir "rezo do fogo", na fogueira sob as estrelas foi o auge dos meus mais puros sonhos, pois essa música me conecta intrinsecamente com minha família estelar.
No domingo pela manhã, em um "brincadeira" com uma máscara, uma irmã guiada pôs se a balança la em minha frente e minha consciência expandiu, meu terceiro olho abriu e meu corpo vibrou tanto, que só lágrimas saiam.
"Vi uma cúpula de cristal tomando conta de todo o recanto, vi Seres em forma de energia, com 3 a 4 metros de altura, muitos, caminhavam entre as pessoas, guiavam algumas, "mexiam" em outras.
Uma irmã deixava sua alma falar e eu a ouvi la, um deles se pôs atrás dela e começou a tocar suas costas, alinhou sua kundalini e saiu, não conseguia falar apenas chorar.
Vi muitos elementais, na Terra, no lago. No momento onde encerravam com dança e canto em círculo, os Seres se aproximaram por detrás das pessoas fazendo uma tenda, eles eram enormes e brilhavam muito.
Meu corpo começou a vibrar muito, de uma maneira que eu tremia dos pés a cabeça, uma amigo perguntou se tinha feito rapé e eu disse que não havia bebido nem água, foi um presente, poder ver tudo com os olhos reais.
Vi uma energia em alta frequência entrando no planeta, girando em círculo colorido e rápido dentro da cúpula de crista e saindo do outro lado.
Ainda não sei o que foi isso tudo, o que sei é que quando um grupo de pessoas se reúne para um bem maior, de amor e cuidado com tudo que é vivo, para salvar nossa amada Gaia, eles vem e guiam tudo dentro da Ordem Divina."
Gratidão ao Clã Suindara, a missão de vocês é bem maior do que podem imaginar, por toda a humildade que carregam, ao Nanan Zanatta que embalou a todos no mais puro amor de cada canção e a cada Ser presente.
Especialmente as crianças, brincando livremente, correndo, comendo, nuas, livres em harmonia com tudo que é, possibilitando a descida de tantos anjos.
Em gratidão Asha.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Viver em Devoção (Bhakti)
Mãe Terra convocou os guerreiros para tocar o som do seu coração, como guia um filho amado, com a força de puxar, amarrar e desatar os nós da nossa vida. Ele aceitou o chamado e trouxe sua família e também um irmão, precisando curar seu coração para seguir em sua iluminada jornada.
No caminho, a Espiritualidade se apresenta dizendo: - Fique tranquila flor, já estamos aqui e cuidaremos de tudo! Ao chegar um rezo forte com cachimbo e tabaco sagrado ... "Que seja tudo que já é" ... Assim foi, cada um deu o melhor e o pior de si, para entregar e curar.
Muito Amor e Devoção expressada em tantas formas, nos tambores, no alimento, no portal, nas canções, aos amados e a amada Mãe Divina.
Pela manhã os preparativos, dois altares, os guerreiros e guerreiras da Verdade vão chegando, escolhidos para esse momento.
A oficina começa, como nenhuma outra, numa ritualística impecável, acolhendo o grupo, trazendo o aroma da sálvia branca, a chanupa rezando por todos.
Conversas, abraços, reconhecimentos nos olhos, na fala, no jeito, fomos mergulhados nos espelhos de luz e de sombra um do outro. Um pouco de ansiedade, trazendo tensão e expectativa, com isso a energia pesa aos ombros de quem âncora, aliviando quando chega quem abriria o portal da liberdade, uma linda Estrela e o Rei da Justiça.
Cada pessoa ali presente com muitas funções e energias a se manifestar, mas todos curando e sendo curados.
A noite entramos na força das medicinas da floresta, ali os egos se manifestaram e também caíram por Terra, pois a Espiritualidade não brinca em serviço, limpezas, silêncio interno e logo chegou o momento de celebrar.
Os canarinhos cantaram e embelezaram a noite, com suas cores, penas e asas, sorrisos e sonhos, o trabalho agora era em movimento ... Espirais, circulares, firmes e fortes no toque do tambor.
Recebi os parabéns pelo batismo da "casa de cura", assim veio o presente do astral e a alegria tomou conta, voltei a cuidar do fogo, a chama do amor, precisava ser mantida.
O dia clareou, o tambor a finalizar, criar o clima, a proteção e o ancoramento para a manifestação do mais puro amor.Tudo pronto, o cantador inicia e ao tocar, foi profundamente tocado.
Uma chuva de bençãos, uma onda amor, dentro, entre e além de todos, a Mãe Divina nos presenteia com sua presença, lavando em lágrimas e chegando no mais profundo de nosso Ser.
O perdão, a unidade, os espelhos se quebrando, ensinando que não precisamos defender nosso território porque a Terra é de todos, podemos partilhar canções, alimento, sabedoria e nosso brilho, dando a oportunidade do outro brilhar também.
E assim juntos trazemos o Reino do Sol a Terra, um reinado sem rei, onde o amor, a verdade e a liberdade impera.
Em profunda gratidão
Asha
terça-feira, 21 de julho de 2015
Sol Sagrado
Foi assim que em uma bela manhã de domingo, o Astro Rei banhando tudo lindamente que nos encontramos, de joelhos em reverência total a ti Deus Sol, Deus Pai a entrega veio e o recebi dentro de mim.
Seus raios a tocar meu rosto, seus fios de ouro a conectar todos os meus pontos de energia, e a sensação de recebe lo dentro do meu ser. Uma luz amarela começa a expandir do plexo solar e irradiar tudo a volta, dissipando as esferas inferiores, dimensões e seres.
O vento entoando, as asas se abrindo e voando alto, os olhos abertos a perceber tudo adiante, e a águia faz morada.
Um presente especial veio em forma de visão, a família das estrelas como que em uma conexão direta olhava, e em seus silenciosos lábios que diziam: "Estamos aqui, estamos contigo, sempre ... Precisa reconhecer nos ao seu redor, estamos ai também."
Lentamente sentindo e reconhecendo minha real forma, aquele amor profundo, aquele colo de estar em casa por milésimos de segundo, as mãos a fazer gestos de reconhecimento estelar, coração disparado, lágrimas que rolam e a gratidão transbordante.
Chegou a hora de bailar, a tribo em volta do fogo, os pés a tocar a Mãe Terra, chocalhos, maracas e tambor ... Tambor forte trazendo a força guerreira, a cada toque o coração se sintonizando e elevando a energia para que o trabalho pudesse ser feito, todos juntos em um só toque, em um só coração, em uma só intensão: Trazer o Reino do Sol à Mãe Terra.
Dançamos fortemente, guerreiros e guerreiras mesmo sem saber ancorando a tribo, deixando os ancestrais trabalhar, os abuelos e abuelas, os orixás e caboclos e caboclas, um mago branco a guiar tudo. Agora sim, a fumaça em redemoinho, limpando tudo, Iansã levando tudo com seus cabelos em forma de vento.
Portal fechado, outros abertos, a energia circulando, bases ancoradas, e um espiral ligando tudo ao Cosmos. Tudo pronto agora podermos descansar, cantar e bailar livremente ...
-"Baila filha guerreira do Sol, é de onde vem tua força, de onde vem tua luz. Que linda que tu é!"
terça-feira, 19 de maio de 2015
"Yemanjá foi quem mandou "
Conduzida, fui ter com as águas de Mãe Yemanjá e quando seu filho encontrei, logo a calma veio e junto uma
fala pura, de sabedoria e consciência.
A viajem seguiu
nada tranquila, horas de inquietude e preparo para o que viria, falamos mais um
pouco, na verdade eu o ouvia, e percebia em cada reflexo da luz em seu
rosto, uma face diferente se sobrepondo,
era um rosto conhecido, de um outro filho amado que sacrificou sua vida por
amor à humanidade.
Chegamos e na espera uma conversa tranquila e profunda,
algumas perguntas e muitas confirmações, estava ali completamente invisível aos olhos de
todos, apenas cumprindo meu papel.
O dia transcorreu na recepção a ele, na organização de tudo
e eu silenciosamente me preocupava por ele não comer e não dormir. Todos em volta como abelhas no mel, com toda
sua doação ele falava e falava, contava histórias nesse plano e nos outros
percebendo tudo que iria acontecer.
Um amigo guardião se prostrou ao seu lado e como um
encontro de muitas vidas ficou todo o tempo junto. Ele dava as diretrizes do
ritual, “o lava pés”, como ficariam as cadeiras ... Um conflito entre os anjos
musicais ele acalmava com sua autoridade divina.
Enfim, para minha tranquilidade ele foi descansar, deitou
se afastado de tudo e dormiu, guardei seu sono e em silêncio o rezo havia
começado.
O tempo parecia eterno naquela espera por ver rostos conhecidos, esperando a tribo
chegar, os guerreiros e guerreiras, logo
um filho precioso chega cantando um rezo com alegria e com ele toda aldeia, os
caboclos iam se colocando em volta do círculo para proteger. Pessoas chegavam, mais e mais, muitas crianças, e também
ela, brilhando e ancorando a força feminina guerreira das índias e caboclas ... Agora
faltava pouco.
Depois de descansado e preparado, chegou o momento de
iniciar, um breve discurso do dono da casa, e ele inicia com as orações
matrizes, “Pai Nosso e Ave Maria” ...
Fala do propósito coletivo a ser trabalhado, ensina sobre a diferença
entre rogar, rezar e decretar e pede que cada um faça seu rezo pessoal.
Invoca todas as
proteções, todas egregoras de luz e amor, reverencia a Mãe Divina, avisa que
estamos protegidos e tudo que vir a tona é de cada um a ser trabalhado.
Ele serve a Rainha a todas as pessoas numa única fila, sem
distinção de gêneros, afinal o propósito é a unidade, e aos poucos cada pessoa diante dele consagra aquele vinho precioso e especialmente doce.
Abrindo a porta da Terra, a canção soa, reverenciando a
Mãe, amada Pachamama, e todas que esperavam por esse momento para cantar
e dançar e expressar sua Divindade começou a sentir a força do rezo.
Infelizmente o "expressar" era um tanto limitado pelas “regras”
do local, e sempre que tentavam especialmente as muheres eram retiradas.
Ancorando o feminino sagrado me mantive onde sabia que era meu lugar e por nada saí, travando uma luta grande contra repressão patriarcal, dancei o quanto pude e logo a sabedoria de uma anciã tomou conta do meu corpo, pedindo para me sentar próxima ao fogo.
Ancorando o feminino sagrado me mantive onde sabia que era meu lugar e por nada saí, travando uma luta grande contra repressão patriarcal, dancei o quanto pude e logo a sabedoria de uma anciã tomou conta do meu corpo, pedindo para me sentar próxima ao fogo.
Venho a porta do vento, trazendo um furacão e ponto tudo
a baixo, Iansã derrubando tudo que não
condizia com a Ordem Divina, seres iluminados desciam de suas naves e se posicionavam
para cuidar e curar, guerreiros não deixando ninguém sair e nada entrar.
Uma guerra espiritual travada entre os velhos padrões,
conceitos e hierarquias desnecessárias e a nova era, a unidade e o amor.
Os anjos foram convidados a tocar sua canção leve para
acalmar um pouco, e Ele caminhava entre as pessoas percebendo e aproveitando o céu a se abrir diante dos seus olhos.
Em unidade o Clã ficou quando a energia da Mãe Divina os
tocou enquanto eles tocavam.
Pausa para mais uma consagração, e agora o doce da rainha
não era sentido e sim um fel desceu pela minha garganta, tamanha energia contraria
emanada.
Abre se a porta do fogo, e depois de tudo abaixo era hora
de purificar no fogo, deixar tudo queimar, a índia velha, agora estava toda em meu ser, apenas olhando para o fogo e tocando seu chocalho, algumas vezes olhava para o lado e via as Flores bailando
e se sentia feliz, por vê las celebrando.
Ela olhava firme para seu filho amado e trazia toda a
força em suas raízes e emanava para ele, dizendo para cantar, para aguentar
... Ele tremia inteiro no rezo canto e tudo a flamejar em volta.
Através de seus olhos pude ver toda sua missão, pude ver
o quanto amado e protegido o é, o amor que sentia completamente
maternal era entendido nesse momento. Via todo ao redor dele com uma luz amarela
como se fosse o próprio sol a emanar luz em toda aquela escuridão, ela rezava
em volta dele com o chocalho, com folhas de arruda e ele buscava força nos
olhos dela.
A Mãe Divina em forma de Pachamama, estava ali aguentando
tudo, ancorando para que todos pudessem trabalhar, equipes
espirituais resgatando, limpando, curando e
protegendo.
O tempo perdeu o sentido e parecia eterno aquele momento,
lapsos de presença era sentida por mim, dores no estomago e a limpeza que
precisava ser feita, mas apenas na hora certa.
Ouvia a Mãe Divina dizendo para
aguentar mais um pouco, que ele precisava cantar - Meu filho precisa cantar! dizia ela ...
– Ele precisava cantar até o Sol nascer!
Entre uma canção e outra Ele falava palavras de consciência
superior, os recados para todos, até para ele mesmo e tudo seguia ... Sofrido de
ancorar, mais uma força sobre humana me fazia sustentar ele em pé com a força
dela.
A limpeza veio e a porta da água também, então Mãe
Yemanjá trouxa as águas, o mar subiu a montanha e a tudo inundou, o “lava pés” começou ...
Sentindo ela em meu corpo, mal conseguia andar, curvada,
com o rosto envelhecido, andei por entre as pessoas com cuidado e logo voltei
para perto fogo, antes, os pés da anciâ nos meus foi limpo por uma querida filha.
E nas águas o choro veio, choro de amor e de dor para que
o propósito seja mantido, para que Ele cumpra o que veio fazer aqui, com uma
força inabalável Ela cantava quando ele precisava de força, batia palma e
mantinha acesa a luz em volta dele.
“Nesse instante, Ela presenteou me por entregar em doação para
que ela estivesse presente, mostrando a
missão do meu próprio filho, então o choro agora foi meu, por ver tamanha
beleza de caminho traçado para meu amado.”
Ela se voltou para ele novamente e ali permaneceu...
Contra vontade da Mãe Divina, era preciso encerrar o canto, depois de tanta
luta e em êxtase ele entrou e abraçou à todos, celebrou, amou e foi amado.
O rezo continuou até o dia raiar e ela esperou junto
dele, abençoando mais uma vez toda a sua existência.
Asha - 16 de Maio de 2015 em Porto União
Asha - 16 de Maio de 2015 em Porto União
Assinar:
Comentários (Atom)






